Durante a aula do dia 30/05, foi proposta uma dinâmica entre os alunos para que fossem divididos em grupos e funções diferentes, para que fossem feitas discussões acerca dos diferentes textos que foram passados para serem lidos pelos alunos. Cada aluno foi dividido em varias salas diferentes, discutindo diferentes aspectos dos textos por vez, sendo associado a cada um uma função, que mudava a cada rodada, seja de crítica, observação ou discussão e ao todo foram feitas quatro rodadas.
Na primeira rodada, meu papel foi de crítico da discussão de tema "discutir a relação do virtual com a vida cotidiana (com a sociedade/ tempo-espaço - tendo como referência inicial o Familistério). A discussão demorou um pouco para começar, talvez por ser a primeira , porém após um tempo, através de alguns pontos levantados por alguns alunos, ela foi sendo mais desenvolvida, e o motor inicial foi algumas dúvidas acerca do conceito de virtual, onde após alguns minutos chegaram em ser algo mutável e interativo, se adaptando de acordo com o sentimento pessoal de cada um em sua experiência, e isso foi relacionado com o Familistério através do entendimento que ele seria um local mutável como uma aplicação da arquitetura virtual de certa forma, sendo aberto a mudanças, "aberto à mão".
Com a segunda rodada, meu papel mudou para que eu participasse da discussão do tema "Discutir a possibilidade da magia pela experiência e não da mágica pelo truque (ou seja, pela ignorância dos processos), como recurso para promover a abertura ao outro. Nessa fase, minha experiência em geral foi diferente, por um lado por estar participando diretamente da discussão, e por outro por os outros alunos dessa sala estarem um pouco mais participativos. A discussão principal girou em torno da questão da magia, e um dos principais pontos levantados foi de que maneira a "ignorância" pode ser benéfica ou ruim para que a "magica" possa ser explorada quando em contato com algo, e o consenso geral foi de que ela é mais benéfica, pois possibilita a interpretação pessoal, e quando o objeto que esta sofrendo essa interação é virtual, isso é amplificado.
Na terceira rodada, novamente estava com o papel de discutir, dessa vez o tema "Problematizar a proposta de obstáculo no contexto de abertura de possibilidades". Novamente, eu achei a discussão bem produtiva, com participação constante de cada membro. Ela tomou como principal rumo a questão de como um objeto que é feito pra sobressair as limitações impostas por outros objetos acaba limitando cada vez mais, em um ciclo que é difícil de ser desconstruído. Pensamos que nesse contexto, os objetos virtuais podem ser uma "solução", onde ele não ficaria preso a um único uso limitante.
Já na ultima rodada, voltei ao papel de crítico do tema "Discutir a relação função/sentido do objeto no mundo em contraponto à abertura do não-objeto". Nesse último grupo a discussão não foi tão objetiva quanto a das outras rodadas, e o que foi tirado de conclusão por mim de acordo com esse tema foi algo similar ao que foi concluído na rodada anterior, onde o não-objeto nesse caso, ao abrir seus usos à experiência pessoal quebra a relação de função/ sentido dos objetos, que perdem seu sentido quando não tem mais um uso necessário.
De maneira geral, a dinâmica foi interessante, com diferentes pontos de vista e oportunidades de fala para cada pessoa nas diferentes rodadas, com uma crítica feita de forma "instantânea" após as discussões, o que aumentava mais ainda os pontos de vista levantados.
Comentários
Postar um comentário