O texto Animação Cultural por Vilém Flusser trás o ponto de vista dos objetos, representados por uma mesa redonda, para discutir sobre os direitos objetivos. Ao analisar o texto, algumas ideias valem ser ressaltadas. Primeiramente, é possível ressaltar o ponto levantado de que a humanidade apenas levaria em conta a sua ação sobre o mundo por meio dos objetos, ignorando a contrapartida das ações do mundo sobre os humanos mediadas pelos objetos, o que mostra a falta de consideração do homem com a relação de codependência entre nós, os seres animados e os objetos, que aqui trazem uma visão de objeto separada de seres inanimados, e ao pensar sobre isso, é possível perceber que há uma inversão na relação pré-estabelecida homem-objeto que conhecemos. Como exemplo dessa relação de codependência é possível citar o exemplo dado no texto sobre como os objetos, mais especificamente os aparelhos, foram e são essenciais para os avanços nas ciências tanto exatas quanto inexatas. Em adição, podemos ressaltar também o argumento citado de que a humanidade, por muitas vezes é influenciada pelos objetos, que fazem o homem se comportar em função de suas "vontades", como se de certa forma, assim como é citado no texto, os objetos programassem a humanidade. Exemplos de meios dessa influência são televisões ou smartphones, sendo possível desenhar um paralelo ao documentário "O Dilema das Redes", onde demonstra essa influência programada de forma ao ditar como as pessoas vivem suas vidas, mostrando como triste exemplo a realidade do aumento de suicídio entre jovens com a popularização dos celulares e consequentemente das redes sociais, que fazem grande parte das pessoas reféns de seu uso.
O projeto da intervenção começou com algumas ideias iniciais ilustradas no storyboard abaixo, como efeitos de som causados pelo vento e reflexão de luz através de um sistema de CDs na entrada, placas coloridas verticais que refletem a luz solar durante o percurso, assim como uma fonte de agua obstruída parcialmente por uma das placas para som ambiente. Após trabalhar melhor as ideias, o grupo atualizou o storyboard de acordo com a evolução dos conceitos iniciais. O som proposto foi atualizado para um sistema de sensor de movimento que após a passagem do visitante pelo sensor, ele ativaria um som que "convidaria" à entrada, e ainda na entrada, foi adotado um sistema de "trepante" que faria a reflexão da luz ambiente. Durante o percurso, as placas verticais coloridas foram substituídas por uma cobertura de papel celofane para trabalhar a reflexão da luz solar colorida no chão, e no espaço vazio onde estava inicialmente a fonte de água, ela foi substituída por um sist...
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