Ailyak (ay-lyak) é uma palavra intraduzível do que vem do búlgaro e significa a arte de fazer tudo com calma, sem pressa, enquanto aproveita o processo e a vida em geral. Afirmo que essa foi a intenção gênesis e geral do grupo, isto é, nosso objetivo número um foi e continua sendo gerar sensações. E foi exatamente nesse processo que aprendemos a ter nosso primeiro contato com a arquitetura, foi criando sensações, a princípio, foi observando inúmeras pessoas e famílias interagindo e nos dando um pouco de seu tempo para aproveitar o que havíamos construído. Talvez Ailyak não tenha sido o projeto ideal ou o mais perfeito ou bem planejado, mas com tudo o que tínhamos e em tão pouco tempo, já nos satisfez justamente pela quantidade de momentos, sensações e experiências sensoriais criadas. A escolha pelo Jardim Sensorial do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG se deu após a exploração do conjunto de espaços do MHNBJ, em que foi avistado esse lugar que parecia estar bem es...
A intervenção no espaço escolhido no MHNJB passou por diversos processos, desde a escolha do local, até o planejamento e a própria produção da intervenção. Para falar sobre a intervenção em si, podemos começar citando como o projeto foi concebido em inicio até a sua forma final que deu início à produção física em si. Desde o começo do planejamento, a ideia era achar um jeito de integrar todo o espaço que compunha o Jardim Sensorial para que todo o ambiente se encaixasse nessa proposta sensorial. Inicialmente algumas ideias foram trabalhadas como a inserção de uma "cortina" de tecido para tentar trabalhar a diluição do pórtico inicial, o que acabou se provando algo que criaria um efeito contrário ao que gostaríamos de atingir. Além disso, foi pensado também o uso de uma fonte de agua, que trabalharia o som ambiente, que seria trabalhado também com o uso de carrilhões de bambu na entrada. Uma ideia que se manteve, apesar de ter sido aprimorada eventualmente, desde o começo, fo...