Após a leitura do livro "Lições de Arquitetura" do Hertzberger, foi proposto que fosse feita uma dinâmica de sintegração sobre assuntos diversos do livro, semelhante a outra aula passada com essa dinâmica. Foram ao todo 4 rodadas de discussão, mudando a cada rodada o papel exercido por cada um, as pessoas em cada sala, e o assunto do livro a ser discutido.
Na primeira rodada, eu tive o papel de crítico da discussão sobre "Forma Convidativa; O espaço habitável entre as coisas", e a discussão começou de forma tímida, talvez por ser a primeira rodada, porém com o tempo ela foi se tornando mais interessante, com a participação dos debatedores. Foram levantados alguns pontos de como é importante a influência do arquiteto na sociabilidade das pessoas dentro de um espaço, sendo ele o responsável pela maneira que as pessoas irão se isolar ou interagir entre si e com o espaço em geral. Dentro dessa discussão, foram ressaltados coisas como a abertura de utilidades de um espaço, que permitem diferentes explorações de acordo com diferentes visões, com isso permitindo diversas adaptações desse espaço de acordo com a necessidade em questão. Relacionando a isso, foi debatido também sobre a necessidade de não deixar espaços inabitáveis, ou sem utilidade quando se formula um espaço, demonstrando mais uma vez a importância citada do arquiteto nesse processo.
Para a segunda rodada, eu tive o papel de observador do debate. Dessa vez o assunto a ser debatido foi "A estrutura como espinha dorsal generativa: urdidura e trama; Grelha;", e no geral foi um discussão bem produtiva, que começou com o debate sobre o entendimento dos conceitos de urdidura, que foi entendida como a estrutura base a partir da qual a cidade irá ser formada, com as tramas sendo as quadras e áreas adjacentes, que é onde a liberdade das pessoas para a formação do ambiente urbano pode realmente ser explorado, principalmente quando não é aplicado o conceito da grelha nessa formação, pois ela limita essa liberdade de adaptações de acordo com as necessidades. Para o maior entendimento geral, foi levantado o exemplo de Brasília por um dos participantes para que pudesse ser feita uma "ilustração" dos conceitos discutidos, aplicados em prática.
Na terceira rodada, meu papel foi de debatedor pela primeira vez na dinâmica, para discutir sobre a "Visão 3" citada na obra. Com o conceito apresentado, foi possível desenhar alguns paralelos com outros conceitos vistos no mesmo livro ou mesmo de fora da matéria. Entre os paralelos feitos, pode ser citada a questão da integração do interior com o exterior, para que a pessoa mesmo antes de entrar em um ambiente já se sinta "dentro" dele, e como isso conversa com outro ponto levantado por Hertzberger que é o contraste do público x privado, pois quando se trata de uma visão externa de algo interno, muito provavelmente haverá esse contraste dos ambientes privado e público, com o usual sendo o ambiente interno o privado. Foi muito citado também a forma com que a arquitetura deve ser adaptativa, tanto ao tempo, ao espaço, e consequentemente às ações dos usuários, para que seja feita de uma forma a não excluir usos.
Para a quarta e última rodada, fui novamente um participante ativo do debate, dessa vez da discussão de "O espaço público como ambiente construído". Esse conceito do espaço público como um espaço construído nem sempre foi assim, e com a revolução industrial, principalmente, e o aumento do comércio em efeito, esses espaços ganharam mais popularidade. Essa transformação significou uma maior valorização do espaço público, que antes era feita principalmente em ambientes não feitos para isso necessariamente e que sofreram adaptações para tanto, e com esses ambientes públicos construídos, já é possível ver qual é o foco daquele espaço.
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