"A expressão não-objeto não pretende designar um objeto negativo ou qualquer coisa que seja o oposto dos objetos materiais com propriedades exatamente contrárias desses objetos. O não-objeto não é um antiobjeto mas um objeto especial em que se pretende realizada a síntese de experiências sensoriais e mentais: um corpo transparente ao conhecimento fenomenológico, integralmente perceptível, que se dá à percepção sem deixar resto. Uma pura aparência.". A seguinte frase é o início do texto de Ferreira Gullar sobre a teoria do não-objeto, e da uma boa ideia da construção do conceito de não-objeto que será feita ao longo do texto. Basicamente, esse tipo especial de objeto, o não-objeto, busca se distanciar da forma que se da normalmente aos objetos comuns, como exemplo da completa fuga da figura na escultura cubista moderna, podendo apontar paralelos com o conceito de programática de Flusser, onde ao haver essa distanciação da forma, não há um conceito definido, ele passa a ser o acaso, ou nesse caso, o não-objeto produzido. O questionamento maior que permanece como reflexão após a leitura do texto citado é a dúvida sobre até onde uma forma pode ser considerada como parte dos objetos e onde ela pode ser considerada como não-objeto, e quem define o que é a forma objetificada.
Comentários
Postar um comentário